Publicado pela equipe KriptoBR · Atualizado em setembro de 2026 · Leitura de 12 minutos
- O que é uma Smart Tag (e o que ela não é)
- Como a Smart Tag rastreia: a rede colaborativa explicada
- Por que ninguém mais vê a sua localização
- A versão iOS e a rede Buscar da Apple
- A versão Android e o Localizador do Google
- Comparativo direto: iOS x Android
- Qual versão comprar (a regra é simples)
- O que esperar na prática: alcance, precisão e atualização
- Limites honestos: o que a Smart Tag não faz
- Alertas de rastreamento indesejado e uso responsável
- Smart Tag e carteira física de criptomoedas
- Especificações técnicas
- Perguntas frequentes
1. O que é uma Smart Tag (e o que ela não é)
Uma Smart Tag é um pequeno transmissor Bluetooth de baixa energia (BLE, na sigla em inglês) alimentado por uma bateria de moeda. Ela faz basicamente três coisas: emite um sinal curto de identificação a cada poucos segundos, toca um alarme quando recebe o comando, e nada mais. Todo o resto do trabalho é feito pelo seu celular e por uma rede formada por milhões de outros celulares.
Essa arquitetura explica as duas características que mais geram dúvida na hora da compra:
- Por que não precisa de chip nem de mensalidade: a tag nunca se conecta à internet. Quem tem internet é o celular que passa perto dela. Sem conexão própria, não há operadora envolvida e não há plano a pagar.
- Por que a bateria dura cerca de um ano: transmitir um sinal Bluetooth de baixíssima potência consome muito pouco. Um rastreador com GPS e chip precisaria de recarga a cada poucos dias.
A Smart Tag não sabe onde ela está. Ela não tem GPS e não calcula a própria posição. Quem sabe onde ela está é o celular que passou por perto e ouviu o sinal dela. A localização que aparece no mapa é, sempre, a posição de um celular que detectou a tag naquele instante.
2. Como a Smart Tag rastreia: a rede colaborativa explicada
Existem dois modos de funcionamento, e eles se alternam sozinhos, sem que você precise fazer nada.
Modo 1: perto de você, por Bluetooth direto
Se a tag está dentro do alcance do seu próprio celular, a conversa é direta. O celular detecta o sinal, mostra a tag como próxima e permite tocar o alarme de 70 dB. É o cenário do dia a dia: as chaves caídas atrás do sofá, a carteira no fundo da mochila, o controle remoto sumido no escritório.
Modo 2: longe de você, pela rede colaborativa
Aqui está a parte que parece mágica. Quando a tag está fora do alcance do seu celular, ela continua emitindo o sinal. Qualquer celular compatível que passe por perto, de qualquer pessoa desconhecida, escuta esse sinal e reporta a posição de forma anônima e criptografada. Veja a sequência completa:
- A tag emite um identificador rotativoUm sinal Bluetooth curto, que muda periodicamente para não permitir que ninguém acompanhe a tag ao longo do tempo.
- Um celular qualquer passa por pertoPode ser o iPhone de uma pessoa na fila do café ou o Android de quem está no ônibus ao lado. Ninguém precisa instalar nada nem autorizar nada naquele momento.
- Esse celular anota a própria posição e criptografaEle registra onde estava quando ouviu o sinal e embaralha esse dado com a chave pública da sua tag.
- O dado criptografado vai para a nuvemServidores da Apple ou do Google guardam esse pacote. Nem a Apple, nem o Google, nem a fabricante conseguem abrir o conteúdo.
- Só o seu celular consegue abrirA chave privada que decifra a localização fica exclusivamente nos seus aparelhos. Você abre o app e vê o ponto no mapa.
É por isso que a expressão correta é rede colaborativa ou rede de multidão: cada celular do mundo é um sensor que ajuda a localizar objetos de outras pessoas, sem que ninguém saiba de quem é o objeto nem o que ele é.
3. Por que ninguém mais vê a sua localização
Essa é a pergunta certa a se fazer sobre qualquer produto que envolve localização, e a resposta tem três camadas.
Identificadores que mudam sozinhos
O sinal emitido pela tag não é um número fixo, como uma placa de carro. Ele é derivado de um par de chaves criptográficas e é trocado periodicamente. Alguém que estivesse escutando o ar com um equipamento próprio veria hoje um identificador e amanhã outro, sem conseguir ligar um ao outro.
Criptografia de ponta a ponta
O celular que ajuda a localizar sua tag criptografa a posição antes de enviá-la. Nos servidores, o que existe é um dado cifrado; a plataforma não consegue identificar quem enviou nem ler a posição. Apenas os dispositivos vinculados à sua conta possuem a chave para decifrar.
Anonimato de quem ajuda
A pessoa cujo celular detectou a sua tag nunca fica sabendo disso. Não há notificação, não há registro visível e ela não descobre o que foi detectado nem de quem é. O contrário também vale: você não faz ideia de qual aparelho reportou a posição.
A rede nunca sabe o que está sendo rastreado. Para os servidores, a sua tag é um identificador anônimo. Se ela está presa a uma mala, à coleira de um cachorro ou ao case de uma carteira de criptomoedas, isso é informação que só existe dentro do seu app, no nome que você mesmo deu ao item.
4. A versão iOS e a rede Buscar da Apple
A versão iOS da Smart Tag se registra no app Buscar (Find My), na aba Itens, e passa a usar a rede formada pelos aparelhos Apple do mundo inteiro. Essa é a rede mais antiga do gênero, em operação desde 2019 e aberta a acessórios de outras marcas desde 2021.
Pontos práticos da versão iOS:
- Exige iPhone ou iPad com iOS ou iPadOS 14.5 ou superior.
- O item fica vinculado à sua Conta Apple, e você pode compartilhar a visualização com pessoas de confiança.
- Vem com case de silicone além da cordinha.
- Não funciona em celulares Android, em nenhuma circunstância.
5. A versão Android e o Localizador do Google
A versão Android trabalha com o app Localizador do Google (Find Hub, antes chamado Encontre Meu Dispositivo). A rede usa informações anônimas e agregadas de vários aparelhos Android próximos para estimar onde está o item perdido, sem revelar qualquer dado de quem ajudou.
Há duas particularidades do lado Android que vale conhecer antes de comprar, porque elas afetam a experiência:
Agregação de posições
Por padrão, a rede espera que mais de um aparelho detecte o item antes de mostrar a posição, e então exibe uma localização calculada a partir desses vários relatos. Isso protege a privacidade de quem ajudou, mas significa que, em locais com pouquíssimo movimento, a atualização pode demorar mais. Nas configurações do app, em “Encontrar dispositivos off-line”, é possível escolher que o aparelho colabore com a rede em todas as áreas, e não apenas nas de tráfego intenso, o que melhora a cobertura para todo mundo.
Procure a alternativa que fala em todas as áreas ou todos os lugares. Conforme a versão do Android e do Google Play Services, ela aparece como “Com a rede em todas as áreas”, “Com rede em todos os lugares” ou “Localizável em todos os lugares”. As três são a mesma configuração. A que você quer evitar é a que menciona apenas lugares movimentados ou tráfego intenso.
Bloqueio de tela obrigatório
Para que a rede ajude a encontrar seus itens, o aparelho Android precisa ter PIN, padrão ou senha configurados. Se o seu celular não tem bloqueio de tela, configure antes de parear a tag.
A versão Android exige Android 9 ou superior com serviços Google Play, está disponível em preto e branco e traz certificação de resistência à água IPX6.
6. Comparativo direto: iOS x Android
| Característica | Versão iOS | Versão Android |
|---|---|---|
| Aplicativo | Buscar (Find My), aba Itens | Localizador do Google (Find Hub) |
| Requisito mínimo | iPhone ou iPad com iOS/iPadOS 14.5+ | Android 9+ com serviços Google Play |
| Rede que localiza a longa distância | Aparelhos Apple no mundo todo | Aparelhos Android no mundo todo |
| Cores | Branco | Preto ou branco |
| Resistência à água | Respingos e chuva leve | Respingos e chuva leve, com certificação IPX6 |
| Acessórios na caixa | Case de silicone e cordinha | Cordinha de silicone |
| Alarme sonoro | Até 70 dB | Até 70 dB |
| Bateria | CR2032, inclusa e substituível | CR2032, inclusa e substituível |
| Requer bloqueio de tela no celular | Não é obrigatório | Sim, PIN, padrão ou senha |
| Busca precisa por setas (UWB) | Não disponível, a aproximação é pelo alarme | Não disponível, a aproximação é pelo alarme |
| Funciona no sistema oposto | Não | Não |
| Mensalidade | Nenhuma | Nenhuma |
Esta é a origem de praticamente toda troca solicitada depois da compra. Uma tag da versão iOS presa às chaves de quem usa Android simplesmente não aparece em app nenhum, e o contrário também vale. Por isso a página do produto faz uma confirmação antes do checkout: é uma checagem chata de propósito, para ninguém receber a versão errada.
7. Qual versão comprar (a regra é simples)
Compre a versão do celular de quem vai acompanhar o objeto no mapa. Não é o celular de quem carrega o objeto, e sim o celular de quem vai abrir o app para procurar. Três situações comuns:
Se a tag é para você acompanhar no seu próprio aparelho, a versão indicada é a iOS. A versão Android não aparece em nenhum app do iPhone. Se a tag for presente para alguém que usa Android, aí sim vale a versão Android.
Se a tag é para você acompanhar no seu próprio aparelho, a versão indicada é a Android, disponível em preto e branco. A versão iOS não aparece em nenhum app do Android. Se a tag for presente para alguém que usa iPhone, aí sim vale a versão iOS.
- Presente: vale o celular de quem recebe. Se a pessoa usa iPhone, a tag tem que ser a iOS, mesmo que quem comprou use Android.
- Casal ou família com sistemas diferentes: escolha o sistema de quem vai gerenciar a tag e compartilhe a visualização com quem tem o mesmo sistema. Se as duas pessoas precisam ver de forma independente e usam sistemas diferentes, o caminho é uma tag para cada.
- Mala despachada usada pela família toda: vale a mesma lógica. Prenda uma tag do sistema de quem vai monitorar durante a viagem.
Se você pretende cobrir vários objetos, dá para levar as duas versões na mesma compra. Vale lembrar o funcionamento dos cupons: o cupom da newsletter desconta 1 unidade na versão iOS e até 2 unidades na versão Android.
8. O que esperar na prática: alcance, precisão e atualização
Alcance
O alcance do Bluetooth direto vai de poucos metros dentro de casa, com paredes e móveis no caminho, até algumas dezenas de metros em campo aberto. Fora disso, entra a rede colaborativa, e aí não existe limite de distância: a tag pode estar em outro bairro, em outra cidade ou em outro país. O que importa é ter algum celular compatível passando por perto dela.
Precisão
A precisão não é da tag, é do celular que a detectou. Em geral fica na faixa de poucos metros a algumas dezenas de metros, que é a precisão típica de um celular em ambiente urbano. Isso costuma ser o suficiente para identificar o prédio, a loja ou o quarteirão. Para os últimos metros, use o alarme sonoro.
Frequência de atualização
Este é o ponto que mais gera expectativa equivocada. A posição no mapa é sempre a última posição registrada, não um traçado contínuo. Em um shopping, aeroporto ou avenida movimentada, as atualizações são frequentes e a sensação é de tempo real. Em uma estrada vazia às três da manhã, a última posição pode ser de vinte minutos atrás. A tag não é uma falha nesse cenário: simplesmente não passou ninguém por perto.
Sempre olhe o horário exibido junto do ponto no mapa. Ele responde a pergunta que importa: a tag estava ali quando?
9. Limites honestos: o que a Smart Tag não faz
Preferimos que você saiba disso antes da compra, e não depois:
- Não é rastreador veicular antifurto. Um rastreador de carro tem GPS próprio, chip de dados e alimentação do veículo, além de central de monitoramento. A Smart Tag depende de terceiros passando por perto e de uma bateria de moeda.
- Não transmite quando não há ninguém por perto. Em zona rural, área industrial vazia ou dentro de um contêiner metálico, a posição pode ficar parada por horas.
- Não faz busca precisa com setas. Essa função depende de rádio de ultra banda larga (UWB), que esta tag não possui. A aproximação final é feita pelo alarme sonoro de 70 dB, que resolve muito bem dentro de casa.
- Não é ferramenta de recuperação de furto. Explicamos o motivo no tópico seguinte.
- Não serve para monitorar pessoas. Além de ser abuso, os próprios sistemas operacionais avisam a vítima.
10. Alertas de rastreamento indesejado e uso responsável
Desde 2024, Apple e Google mantêm um padrão conjunto de detecção de rastreadores indesejados, o DULT. Com esse recurso, a pessoa recebe no próprio celular um alerta informando que um rastreador desconhecido está se movendo junto com ela, independentemente da plataforma à qual o dispositivo está vinculado. No Android o aviso aparece como rastreador viajando com você; no iOS, como item encontrado se movendo com você.
Duas consequências práticas disso:
- Você está protegido. Se alguém colocar uma tag na sua bolsa ou no seu carro, seu celular vai avisar depois de algum tempo de deslocamento em conjunto, mesmo que a tag seja de outro sistema operacional.
- A tag não funciona como armadilha. Quem levar seu objeto embora provavelmente vai receber o mesmo alerta e poderá localizar e desativar a tag. Trate a Smart Tag como remédio para esquecimento, não como plano antifurto.
Prender um rastreador a alguém sem consentimento é violação de privacidade e pode configurar crime, com todas as consequências legais que isso traz. A Smart Tag é um produto para objetos. Para acompanhar crianças ou pessoas idosas com o consentimento delas, o caminho correto é um dispositivo próprio para isso, com GPS e chip.
11. Smart Tag e carteira física de criptomoedas
Quem guarda uma carteira física de criptomoedas conhece a cena: o aparelho foi guardado em um lugar tão bem pensado que nem quem guardou lembra qual é. Prender a Smart Tag no estojo ou no case da Trezor, da Ledger ou da SecuX resolve exatamente esse problema, e resolve também o caso da viagem, quando a carteira vai junto na bagagem.
Como somos uma casa de segurança, cabem aqui três observações que você não vai ler em anúncio de tag:
- A tag não expõe o que está protegendo. O sinal é anônimo e rotativo, e o nome do item existe apenas dentro do seu app. Ninguém consegue varrer o ambiente procurando por carteiras de cripto.
- A tag não protege contra furto, e sim contra esquecimento. Pelo mecanismo de alerta descrito acima, quem levar o estojo tende a ser notificado. Não conte com a tag para recuperar um aparelho furtado.
- A tag não substitui o backup. Vale sempre repetir: o que garante o acesso aos seus criptoativos são as palavras de recuperação, guardadas em papel ou em aço, longe do dispositivo. Se a carteira sumir de vez, é o backup que recupera 100% dos fundos em um aparelho novo. A tag é conveniência, não é camada de segurança.
12. Especificações técnicas
| Conexão | Bluetooth de baixa energia, mais a rede Buscar da Apple ou a rede Localizador do Google para longas distâncias |
| Compatibilidade iOS | iPhone e iPad com iOS ou iPadOS 14.5 ou superior |
| Compatibilidade Android | Android 9 ou superior com serviços Google Play |
| Alarme sonoro | Até 70 dB |
| Bateria | CR2032 tipo moeda, inclusa e substituível, autonomia de até 1 ano |
| Resistência à água | Respingos, chuva leve e uso diário; versão Android com certificação IPX6 |
| Dimensões | Aproximadamente 5 cm |
| Mensalidade | Nenhuma, sem chip e sem plano de dados |
| Homologação Anatel | Nº 102212413889 |
| Garantia | 90 dias de garantia legal contra defeito de fabricação, mais 7 dias de arrependimento para compras online |
13. Perguntas frequentes
A Smart Tag tem GPS?
Não. Ela emite um sinal Bluetooth de baixa energia e a posição no mapa vem do celular que detectou esse sinal. É justamente por não ter GPS que a bateria dura cerca de um ano e não existe mensalidade.
Preciso pagar alguma assinatura ou comprar chip?
Não. Depois da compra não existe custo recorrente de nenhum tipo. A única manutenção é trocar a bateria CR2032, que custa entre R$ 3 e R$ 5, depois de até um ano de uso.
Qual é o alcance real?
Por Bluetooth direto, de poucos metros dentro de casa até algumas dezenas de metros em campo aberto. Pela rede colaborativa não há limite de distância: o que importa é passar algum celular compatível perto da tag, o que acontece com frequência em áreas urbanas.
Posso comprar a versão Android e usar no iPhone?
Não. As duas versões usam redes diferentes e não são intercambiáveis. A versão iOS funciona apenas em iPhone e iPad; a versão Android funciona apenas em celulares Android. Por isso a página de compra pede uma confirmação antes do checkout.
Outras pessoas conseguem ver onde está a minha tag?
Não. O identificador emitido pela tag muda periodicamente e a posição é criptografada de ponta a ponta pelo celular que a detectou. Somente os aparelhos vinculados à sua conta conseguem decifrar a localização. Nem a plataforma, nem a fabricante, nem quem ajudou a localizar têm acesso.
A Smart Tag serve para recuperar objeto furtado?
Não é para isso que ela existe. Desde 2024, iPhones e celulares Android avisam quando um rastreador desconhecido está se deslocando junto com a pessoa, o que permite encontrar e desativar a tag. Pense nela como solução para esquecimento e extravio, não como plano antifurto. E jamais vá pessoalmente ao local indicado para recuperar um objeto: acione a polícia.
Dá para prender na carteira física de criptomoedas?
Sim, e é um dos usos mais pedidos. Prenda a tag no estojo ou no case da Trezor, Ledger ou SecuX. Lembre que a tag ajuda a achar o objeto esquecido, mas quem garante o acesso aos fundos é sempre o seu backup de recuperação, guardado separadamente do aparelho.
Quantas tags posso usar no mesmo celular?
Vários itens podem ser registrados no mesmo app, cada um com nome próprio. Na prática, dá para cobrir chaves, mochila, mala e o case da carteira, todos visíveis na mesma tela.
O que acontece quando a bateria acaba?
A tag para de emitir sinal e o app passa a mostrar a última posição conhecida. Troque a bateria CR2032, que é vendida em papelarias, mercados e relojoarias, e a tag volta a funcionar normalmente, sem precisar refazer o pareamento na maioria dos casos.
Nunca mais perca o que é importante
Smart Tag de Rastreamento nas versões iOS e Android, com envio imediato de São Paulo, homologação Anatel e suporte em português.
Ver a Smart Tag na lojaFontes e leitura complementar: Apple Newsroom, sobre a especificação conjunta de alertas de rastreamento indesejado (apple.com); Ajuda do Google, sobre como a rede Localizador protege os dados e sobre a agregação de posições (support.google.com); Android.com, sobre o funcionamento da rede Find Hub (android.com). Apple, iPhone, iPad e Buscar são marcas da Apple Inc. Google, Android e Localizador são marcas do Google LLC. A Smart Tag utiliza essas redes, mas não é um produto Apple nem Google.
Publicado por el equipo de KriptoBR · Actualizado en septiembre de 2026 · Lectura de 12 minutos
- Qué es una Smart Tag (y qué no es)
- Cómo rastrea la Smart Tag: la red colaborativa explicada
- Por qué nadie más ve tu ubicación
- La versión iOS y la red Buscar de Apple
- La versión Android y el Localizador de Google
- Comparativo directo: iOS y Android
- Qué versión comprar (la regla es simple)
- Qué esperar en la práctica: alcance, precisión y actualización
- Límites honestos: lo que la Smart Tag no hace
- Alertas de rastreo no deseado y uso responsable
- Smart Tag y billetera física de criptomonedas
- Especificaciones técnicas
- Preguntas frecuentes
1. Qué es una Smart Tag (y qué no es)
Una Smart Tag es un pequeño transmisor Bluetooth de baja energía (BLE, por sus siglas en inglés) alimentado por una pila de botón. Hace básicamente tres cosas: emite una señal corta de identificación cada pocos segundos, hace sonar una alarma cuando recibe la orden, y nada más. Todo el resto del trabajo lo hacen tu celular y una red formada por millones de otros celulares.
Esa arquitectura explica las dos características que más dudas generan a la hora de comprar:
- Por qué no necesita chip ni mensualidad: la tag nunca se conecta a internet. Quien tiene internet es el celular que pasa cerca de ella. Sin conexión propia no hay operadora involucrada ni plan que pagar.
- Por qué la pila dura cerca de un año: transmitir una señal Bluetooth de bajísima potencia consume muy poco. Un rastreador con GPS y chip necesitaría recarga cada pocos días.
La Smart Tag no sabe dónde está. No tiene GPS y no calcula su propia posición. Quien sabe dónde está es el celular que pasó cerca y escuchó su señal. La ubicación que aparece en el mapa es, siempre, la posición de un celular que detectó la tag en ese instante.
2. Cómo rastrea la Smart Tag: la red colaborativa explicada
Existen dos modos de funcionamiento, y se alternan solos, sin que tengas que hacer nada.
Modo 1: cerca de ti, por Bluetooth directo
Si la tag está dentro del alcance de tu propio celular, la conversación es directa. El celular detecta la señal, muestra la tag como cercana y permite hacer sonar la alarma de 70 dB. Es el escenario del día a día: las llaves caídas detrás del sillón, la billetera en el fondo de la mochila, el control remoto perdido en la oficina.
Modo 2: lejos de ti, por la red colaborativa
Aquí está la parte que parece magia. Cuando la tag está fuera del alcance de tu celular, sigue emitiendo la señal. Cualquier celular compatible que pase cerca, de cualquier persona desconocida, escucha esa señal y reporta la posición de forma anónima y cifrada. Esta es la secuencia completa:
- La tag emite un identificador rotativoUna señal Bluetooth corta, que cambia periódicamente para que nadie pueda seguir la tag a lo largo del tiempo.
- Un celular cualquiera pasa cercaPuede ser el iPhone de alguien en la fila del café o el Android de quien está en el bus de al lado. Nadie necesita instalar nada ni autorizar nada en ese momento.
- Ese celular anota su propia posición y la cifraRegistra dónde estaba cuando escuchó la señal y mezcla ese dato con la clave pública de tu tag.
- El dato cifrado va a la nubeServidores de Apple o de Google guardan ese paquete. Ni Apple, ni Google, ni el fabricante logran abrir el contenido.
- Solo tu celular puede abrirloLa clave privada que descifra la ubicación queda exclusivamente en tus aparatos. Abres la app y ves el punto en el mapa.
Por eso la expresión correcta es red colaborativa o red de multitud: cada celular del mundo es un sensor que ayuda a ubicar objetos de otras personas, sin que nadie sepa de quién es el objeto ni qué es.
3. Por qué nadie más ve tu ubicación
Esta es la pregunta correcta ante cualquier producto que involucre ubicación, y la respuesta tiene tres capas.
Identificadores que cambian solos
La señal que emite la tag no es un número fijo, como una patente de auto. Se deriva de un par de claves criptográficas y se cambia periódicamente. Alguien que estuviera escuchando el aire con un equipo propio vería hoy un identificador y mañana otro, sin poder relacionarlos.
Cifrado de extremo a extremo
El celular que ayuda a ubicar tu tag cifra la posición antes de enviarla. En los servidores lo que existe es un dato cifrado; la plataforma no logra identificar quién lo envió ni leer la posición. Solo los dispositivos vinculados a tu cuenta tienen la clave para descifrarlo.
Anonimato de quien ayuda
La persona cuyo celular detectó tu tag nunca se entera. No hay notificación, no hay registro visible y no descubre qué fue detectado ni de quién es. Lo contrario también vale: tú no tienes idea de qué aparato reportó la posición.
La red nunca sabe qué se está rastreando. Para los servidores, tu tag es un identificador anónimo. Si está sujeta a una maleta, al collar de un perro o al estuche de una billetera de criptomonedas, esa información existe solo dentro de tu app, en el nombre que tú mismo le pusiste al objeto.
4. La versión iOS y la red Buscar de Apple
La versión iOS de la Smart Tag se registra en la app Buscar (Find My), en la pestaña Objetos, y pasa a usar la red formada por los aparatos Apple de todo el mundo. Es la red más antigua del género, en operación desde 2019 y abierta a accesorios de otras marcas desde 2021.
Puntos prácticos de la versión iOS:
- Exige iPhone o iPad con iOS o iPadOS 14.5 o superior.
- El objeto queda vinculado a tu Cuenta de Apple, y puedes compartir la visualización con personas de confianza.
- Viene con funda de silicona además del cordón.
- No funciona en celulares Android, bajo ninguna circunstancia.
5. La versión Android y el Localizador de Google
La versión Android trabaja con la app Localizador de Google (Find Hub, antes llamada Encontrar mi dispositivo). La red usa información anónima y agregada de varios aparatos Android cercanos para estimar dónde está el objeto perdido, sin revelar ningún dato de quien ayudó.
Hay dos particularidades del lado Android que conviene conocer antes de comprar, porque afectan la experiencia:
Agregación de posiciones
Por defecto, la red espera que más de un aparato detecte el objeto antes de mostrar la posición, y entonces exhibe una ubicación calculada a partir de esos varios reportes. Eso protege la privacidad de quien ayudó, pero significa que, en lugares con poquísimo movimiento, la actualización puede demorar más. En la configuración de la app, en “Encontrar dispositivos sin conexión”, se puede elegir que el aparato colabore con la red en todas partes, y no solo en lugares concurridos, lo que mejora la cobertura para todo el mundo.
Busca la alternativa que hable de todas partes o todas las áreas. Según la versión de Android y de los Servicios de Google Play, aparece como “Con red en todas partes”, “Con la red en todas las áreas” o “Se puede encontrar en todas partes”. Las tres son la misma configuración. La que conviene evitar es la que menciona solo lugares concurridos o de mucho tráfico.
Bloqueo de pantalla obligatorio
Para que la red ayude a encontrar tus objetos, el aparato Android necesita tener PIN, patrón o contraseña configurados. Si tu celular no tiene bloqueo de pantalla, configúralo antes de emparejar la tag.
La versión Android exige Android 9 o superior con servicios de Google Play, está disponible en negro y blanco y trae certificación de resistencia al agua IPX6.
6. Comparativo directo: iOS y Android
| Característica | Versión iOS | Versión Android |
|---|---|---|
| Aplicación | Buscar (Find My), pestaña Objetos | Localizador de Google (Find Hub) |
| Requisito mínimo | iPhone o iPad con iOS/iPadOS 14.5+ | Android 9+ con servicios de Google Play |
| Red que ubica a larga distancia | Aparatos Apple en todo el mundo | Aparatos Android en todo el mundo |
| Colores | Blanco | Negro o blanco |
| Resistencia al agua | Salpicaduras y lluvia leve | Salpicaduras y lluvia leve, con certificación IPX6 |
| Accesorios en la caja | Funda de silicona y cordón | Cordón de silicona |
| Alarma sonora | Hasta 70 dB | Hasta 70 dB |
| Pila | CR2032, incluida y reemplazable | CR2032, incluida y reemplazable |
| Requiere bloqueo de pantalla en el celular | No es obligatorio | Sí, PIN, patrón o contraseña |
| Búsqueda precisa con flechas (UWB) | No disponible, la aproximación es por la alarma | No disponible, la aproximación es por la alarma |
| Funciona en el sistema opuesto | No | No |
| Mensualidad | Ninguna | Ninguna |
Este es el origen de prácticamente todo cambio solicitado después de la compra. Una tag de la versión iOS sujeta a las llaves de quien usa Android simplemente no aparece en ninguna app, y lo contrario también vale. Por eso la página del producto hace una confirmación antes del pago: es una verificación molesta a propósito, para que nadie reciba la versión equivocada.
7. Qué versión comprar (la regla es simple)
Compra la versión del celular de quien va a seguir el objeto en el mapa. No es el celular de quien carga el objeto, sino el de quien va a abrir la app para buscarlo. Tres situaciones comunes:
Si la tag es para que la sigas en tu propio aparato, la versión indicada es la iOS. La versión Android no aparece en ninguna app del iPhone. Si la tag es un regalo para alguien que usa Android, ahí sí corresponde la versión Android.
Si la tag es para que la sigas en tu propio aparato, la versión indicada es la Android, disponible en negro y blanco. La versión iOS no aparece en ninguna app de Android. Si la tag es un regalo para alguien que usa iPhone, ahí sí corresponde la versión iOS.
- Regalo: vale el celular de quien lo recibe. Si la persona usa iPhone, la tag tiene que ser la iOS, aunque quien compró use Android.
- Pareja o familia con sistemas diferentes: elige el sistema de quien va a administrar la tag y comparte la visualización con quien tenga el mismo sistema. Si las dos personas necesitan verla de forma independiente y usan sistemas diferentes, el camino es una tag para cada una.
- Maleta despachada usada por toda la familia: vale la misma lógica. Sujeta una tag del sistema de quien va a monitorearla durante el viaje.
Si piensas cubrir varios objetos, puedes llevar las dos versiones en la misma compra. Vale recordar cómo funcionan los cupones: el cupón del boletín descuenta 1 unidad en la versión iOS y hasta 2 unidades en la versión Android.
8. Qué esperar en la práctica: alcance, precisión y actualización
Alcance
El alcance del Bluetooth directo va de pocos metros dentro de casa, con paredes y muebles en el camino, hasta algunas decenas de metros en campo abierto. Más allá de eso entra la red colaborativa, y ahí no existe límite de distancia: la tag puede estar en otro barrio, en otra ciudad o en otro país. Lo que importa es que algún celular compatible pase cerca de ella.
Precisión
La precisión no es de la tag, es del celular que la detectó. En general va de pocos metros a algunas decenas de metros, que es la precisión típica de un celular en ambiente urbano. Suele ser suficiente para identificar el edificio, el local o la cuadra. Para los últimos metros, usa la alarma sonora.
Frecuencia de actualización
Este es el punto que más genera expectativas equivocadas. La posición en el mapa es siempre la última posición registrada, no un trazado continuo. En un centro comercial, un aeropuerto o una avenida concurrida, las actualizaciones son frecuentes y la sensación es de tiempo real. En una carretera vacía a las tres de la mañana, la última posición puede ser de hace veinte minutos. La tag no está fallando en ese escenario: simplemente no pasó nadie cerca.
Mira siempre la hora que aparece junto al punto en el mapa. Responde la pregunta que importa: la tag estaba ahí, ¿cuándo?
9. Límites honestos: lo que la Smart Tag no hace
Preferimos que lo sepas antes de la compra, y no después:
- No es un rastreador vehicular antirrobo. Un rastreador de auto tiene GPS propio, chip de datos y alimentación del vehículo, además de central de monitoreo. La Smart Tag depende de terceros pasando cerca y de una pila de botón.
- No transmite cuando no hay nadie cerca. En zona rural, área industrial vacía o dentro de un contenedor metálico, la posición puede quedar detenida por horas.
- No hace búsqueda precisa con flechas. Esa función depende de radio de banda ultra ancha (UWB), que esta tag no tiene. La aproximación final se hace con la alarma sonora de 70 dB, que resuelve muy bien dentro de casa.
- No es una herramienta de recuperación de robos. Explicamos el motivo en el punto siguiente.
- No sirve para monitorear personas. Además de ser un abuso, los propios sistemas operativos avisan a la víctima.
10. Alertas de rastreo no deseado y uso responsable
Desde 2024, Apple y Google mantienen un estándar conjunto de detección de rastreadores no deseados, el DULT. Con ese recurso, la persona recibe en su propio celular una alerta informando que un rastreador desconocido se está moviendo junto con ella, sin importar la plataforma a la que esté vinculado el dispositivo. En Android el aviso aparece como rastreador viajando contigo; en iOS, como objeto encontrado moviéndose contigo.
Dos consecuencias prácticas de eso:
- Estás protegido. Si alguien pone una tag en tu bolso o en tu auto, tu celular va a avisarte después de un tiempo de desplazamiento en conjunto, aunque la tag sea de otro sistema operativo.
- La tag no funciona como trampa. Quien se lleve tu objeto probablemente reciba la misma alerta y podrá ubicar y desactivar la tag. Trata la Smart Tag como remedio para el olvido, no como plan antirrobo.
Sujetarle un rastreador a alguien sin su consentimiento es una violación de la privacidad y puede configurar delito, con todas las consecuencias legales que eso trae. La Smart Tag es un producto para objetos. Para acompañar a niños o a personas mayores con el consentimiento de ellas, el camino correcto es un dispositivo hecho para eso, con GPS y chip.
11. Smart Tag y billetera física de criptomonedas
Quien guarda una billetera física de criptomonedas conoce la escena: el aparato quedó guardado en un lugar tan bien pensado que ni quien lo guardó recuerda cuál es. Sujetar la Smart Tag al estuche o a la funda de la Trezor, la Ledger o la SecuX resuelve exactamente ese problema, y resuelve también el caso del viaje, cuando la billetera va en el equipaje.
Como somos una casa de seguridad, caben aquí tres observaciones que no vas a leer en un anuncio de tag:
- La tag no expone lo que está protegiendo. La señal es anónima y rotativa, y el nombre del objeto existe solo dentro de tu app. Nadie puede barrer el ambiente buscando billeteras de cripto.
- La tag no protege contra el robo, sino contra el olvido. Por el mecanismo de alerta descrito arriba, quien se lleve el estuche probablemente será notificado. No cuentes con la tag para recuperar un aparato robado.
- La tag no sustituye al respaldo. Conviene repetirlo siempre: lo que garantiza el acceso a tus criptoactivos son las palabras de recuperación, guardadas en papel o en acero, lejos del dispositivo. Si la billetera desaparece del todo, es el respaldo el que recupera el 100% de los fondos en un aparato nuevo. La tag es comodidad, no es una capa de seguridad.
12. Especificaciones técnicas
| Conexión | Bluetooth de baja energía, más la red Buscar de Apple o la red Localizador de Google para largas distancias |
| Compatibilidad iOS | iPhone y iPad con iOS o iPadOS 14.5 o superior |
| Compatibilidad Android | Android 9 o superior con servicios de Google Play |
| Alarma sonora | Hasta 70 dB |
| Pila | CR2032 tipo botón, incluida y reemplazable, autonomía de hasta 1 año |
| Resistencia al agua | Salpicaduras, lluvia leve y uso diario; versión Android con certificación IPX6 |
| Dimensiones | Aproximadamente 5 cm |
| Mensualidad | Ninguna, sin chip y sin plan de datos |
| Homologación Anatel | Nº 102212413889 |
| Garantía | 90 días de garantía legal contra defecto de fabricación, más 7 días de arrepentimiento para compras en línea, según la legislación brasileña |
13. Preguntas frecuentes
¿La Smart Tag tiene GPS?
No. Emite una señal Bluetooth de baja energía y la posición en el mapa viene del celular que detectó esa señal. Justamente por no tener GPS la pila dura cerca de un año y no existe mensualidad.
¿Tengo que pagar alguna suscripción o comprar chip?
No. Después de la compra no existe costo recurrente de ningún tipo. El único mantenimiento es cambiar la pila CR2032, muy barata, después de hasta un año de uso.
¿Cuál es el alcance real?
Por Bluetooth directo, de pocos metros dentro de casa hasta algunas decenas de metros en campo abierto. Por la red colaborativa no hay límite de distancia: lo que importa es que pase algún celular compatible cerca de la tag, algo que ocurre con frecuencia en áreas urbanas.
¿Puedo comprar la versión Android y usarla en un iPhone?
No. Las dos versiones usan redes diferentes y no son intercambiables. La versión iOS funciona solo en iPhone y iPad; la versión Android funciona solo en celulares Android. Por eso la página de compra pide una confirmación antes del pago.
¿Otras personas pueden ver dónde está mi tag?
No. El identificador que emite la tag cambia periódicamente y la posición es cifrada de extremo a extremo por el celular que la detectó. Solo los aparatos vinculados a tu cuenta pueden descifrar la ubicación. Ni la plataforma, ni el fabricante, ni quien ayudó a ubicarla tienen acceso.
¿La Smart Tag sirve para recuperar un objeto robado?
No es para eso que existe. Desde 2024, los iPhone y los celulares Android avisan cuando un rastreador desconocido se desplaza junto con la persona, lo que permite encontrar y desactivar la tag. Piénsala como solución para el olvido y el extravío, no como plan antirrobo. Y jamás vayas en persona al lugar indicado para recuperar un objeto: llama a la policía.
¿Se puede sujetar a la billetera física de criptomonedas?
Sí, y es uno de los usos más pedidos. Sujeta la tag al estuche o a la funda de la Trezor, Ledger o SecuX. Recuerda que la tag ayuda a encontrar el objeto olvidado, pero quien garantiza el acceso a los fondos es siempre tu respaldo de recuperación, guardado por separado del aparato.
¿Cuántas tags puedo usar en el mismo celular?
Se pueden registrar varios objetos en la misma app, cada uno con nombre propio. En la práctica, puedes cubrir llaves, mochila, maleta y el estuche de la billetera, todos visibles en la misma pantalla.
¿Qué pasa cuando se acaba la pila?
La tag deja de emitir señal y la app pasa a mostrar la última posición conocida. Cambia la pila CR2032, que se vende en librerías, supermercados y relojerías, y la tag vuelve a funcionar normalmente, sin necesidad de rehacer el emparejamiento en la mayoría de los casos.
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Ver la Smart Tag en la tiendaFuentes y lectura complementaria: Apple Newsroom, sobre la especificación conjunta de alertas de rastreo no deseado (apple.com); Ayuda de Google, sobre cómo la red del Localizador protege los datos y sobre la agregación de posiciones (support.google.com); Android.com, sobre el funcionamiento de la red Find Hub (android.com). Apple, iPhone, iPad y Buscar son marcas de Apple Inc. Google, Android y Localizador son marcas de Google LLC. La Smart Tag utiliza esas redes, pero no es un producto de Apple ni de Google.
Accessories and securityPublished by the KriptoBR team · Updated September 2026 · 12 minute read
- What a Smart Tag is (and what it is not)
- How the Smart Tag tracks: the crowdsourced network explained
- Why nobody else sees your location
- The iOS version and Apple’s Find My network
- The Android version and Google Find Hub
- Head to head: iOS and Android
- Which version to buy (the rule is simple)
- What to expect in practice: range, accuracy and updates
- Honest limits: what the Smart Tag does not do
- Unwanted tracking alerts and responsible use
- The Smart Tag and your crypto hardware wallet
- Technical specifications
- Frequently asked questions
1. What a Smart Tag is (and what it is not)
A Smart Tag is a small Bluetooth Low Energy (BLE) transmitter powered by a coin cell. It does essentially three things: it broadcasts a short identifying signal every few seconds, it plays an alarm when told to, and nothing else. All the remaining work is done by your phone and by a network made up of millions of other phones.
That architecture explains the two characteristics that raise the most questions before buying:
- Why it needs no SIM and no subscription: the tag never connects to the internet. The internet belongs to the phone that walks past it. With no connection of its own there is no carrier involved and no plan to pay for.
- Why the battery lasts about a year: broadcasting a very low power Bluetooth signal consumes very little. A tracker with GPS and a SIM would need recharging every few days.
The Smart Tag does not know where it is. It has no GPS and does not work out its own position. The one that knows is the phone that walked past and heard its signal. The location shown on the map is always the position of a phone that detected the tag at that moment.
2. How the Smart Tag tracks: the crowdsourced network explained
There are two operating modes, and they alternate on their own without you doing anything.
Mode 1: near you, over direct Bluetooth
If the tag is within range of your own phone, the exchange is direct. The phone detects the signal, shows the tag as nearby and lets you play the 70 dB alarm. This is the everyday scenario: keys that fell behind the sofa, a wallet at the bottom of a backpack, the remote control lost somewhere in the office.
Mode 2: far from you, over the crowdsourced network
Here is the part that feels like magic. When the tag is out of your phone’s range it keeps broadcasting. Any compatible phone passing nearby, belonging to a complete stranger, hears that signal and reports the position anonymously and encrypted. Here is the full sequence:
- The tag broadcasts a rotating identifierA short Bluetooth signal that changes periodically, so nobody can follow the tag over time.
- Some phone walks pastIt could be the iPhone of someone in the coffee queue or the Android of a passenger on the next bus. Nobody has to install or authorise anything at that moment.
- That phone records its own position and encrypts itIt notes where it was when it heard the signal and scrambles that data with your tag’s public key.
- The encrypted data goes to the cloudApple or Google servers store that package. Neither Apple, nor Google, nor the manufacturer can open the contents.
- Only your phone can open itThe private key that decrypts the location lives exclusively on your devices. You open the app and see the point on the map.
That is why the right term is a crowdsourced network: every phone in the world is a sensor helping to locate other people’s belongings, without anyone knowing whose item it is or what it is.
3. Why nobody else sees your location
This is the right question to ask about any product involving location, and the answer has three layers.
Identifiers that change by themselves
The signal the tag broadcasts is not a fixed number like a licence plate. It is derived from a cryptographic key pair and rotates periodically. Someone listening to the airwaves with their own equipment would see one identifier today and a different one tomorrow, with no way to link them.
End-to-end encryption
The phone that helps locate your tag encrypts the position before sending it. What sits on the servers is ciphertext; the platform cannot identify who sent it nor read the position. Only the devices linked to your account hold the key to decrypt it.
Anonymity for whoever helps
The person whose phone detected your tag never finds out. There is no notification, no visible record, and they do not learn what was detected or whose it is. The reverse is also true: you have no idea which device reported the position.
The network never knows what is being tracked. To the servers, your tag is an anonymous identifier. Whether it is attached to a suitcase, a dog collar or the case of a crypto wallet is information that exists only inside your own app, in the name you gave the item.
4. The iOS version and Apple’s Find My network
The iOS version of the Smart Tag registers in the Find My app, under the Items tab, and starts using the network formed by Apple devices worldwide. It is the oldest network of its kind, running since 2019 and open to third-party accessories since 2021.
Practical points about the iOS version:
- Requires an iPhone or iPad running iOS or iPadOS 14.5 or later.
- The item is linked to your Apple Account, and you can share the view with people you trust.
- It ships with a silicone case as well as the lanyard.
- It does not work on Android phones under any circumstances.
5. The Android version and Google Find Hub
The Android version works with the Google Find Hub app, previously called Find My Device. The network uses anonymous, aggregated reports from several nearby Android devices to estimate where the lost item is, without revealing anything about whoever helped.
There are two Android-specific details worth knowing before you buy, because they shape the experience:
Location aggregation
By default, the network waits for more than one device to detect the item before showing a position, then displays a location computed from those several reports. This protects the privacy of whoever helped, but it means that in very quiet places the update can take longer. In the app settings, under “Find your offline devices”, you can choose to have your phone contribute to the network in all areas rather than in high-traffic areas only, which improves coverage for everyone.
Look for the choice that mentions all areas or everywhere. Depending on the Android and Google Play Services version, it appears as “With network in all areas” or “Findable everywhere”. Both are the same setting. The one to avoid is the option mentioning busy places or high-traffic areas only.
A screen lock is mandatory
For the network to help find your items, the Android device needs a PIN, pattern or password set up. If your phone has no screen lock, set one before pairing the tag.
The Android version requires Android 9 or later with Google Play services, comes in black and white, and carries IPX6 water resistance certification.
6. Head to head: iOS and Android
| Feature | iOS version | Android version |
|---|---|---|
| App | Find My, Items tab | Google Find Hub |
| Minimum requirement | iPhone or iPad on iOS/iPadOS 14.5+ | Android 9+ with Google Play services |
| Long distance network | Apple devices worldwide | Android devices worldwide |
| Colours | White | Black or white |
| Water resistance | Splashes and light rain | Splashes and light rain, IPX6 certified |
| In the box | Silicone case and lanyard | Silicone lanyard |
| Sound alarm | Up to 70 dB | Up to 70 dB |
| Battery | CR2032, included and replaceable | CR2032, included and replaceable |
| Screen lock required on the phone | Not mandatory | Yes, PIN, pattern or password |
| Precision finding with arrows (UWB) | Not available, the alarm handles the last metres | Not available, the alarm handles the last metres |
| Works on the opposite system | No | No |
| Subscription | None | None |
This is the source of virtually every exchange requested after purchase. An iOS version tag attached to the keys of an Android user simply does not appear in any app, and the reverse holds too. That is why the product page asks for a confirmation before checkout: it is a deliberately annoying check, so that nobody receives the wrong version.
7. Which version to buy (the rule is simple)
Buy the version matching the phone of whoever will follow the item on the map. Not the phone of whoever carries the item, but the phone of whoever will open the app to look for it. Three common situations:
If the tag is for you to follow on your own device, the version to buy is the iOS one. The Android version does not appear in any iPhone app. If the tag is a gift for someone who uses Android, then the Android version is the right one.
If the tag is for you to follow on your own device, the version to buy is the Android one, available in black and white. The iOS version does not appear in any Android app. If the tag is a gift for someone who uses an iPhone, then the iOS version is the right one.
- A gift: go by the recipient’s phone. If they use an iPhone, the tag has to be the iOS one, even if the buyer uses Android.
- A couple or family on different systems: pick the system of whoever will manage the tag and share the view with people on that same system. If two people need to see it independently and use different systems, the answer is one tag each.
- Checked luggage used by the whole family: the same logic applies. Attach a tag matching the system of whoever will monitor it during the trip.
If you plan to cover several items, you can buy both versions in the same order. A note on the coupons: the newsletter coupon discounts one unit of the iOS version and up to two units of the Android version.
8. What to expect in practice: range, accuracy and updates
Range
Direct Bluetooth range runs from a few metres indoors, with walls and furniture in the way, to a few dozen metres in the open. Beyond that the crowdsourced network takes over, and there is no distance limit: the tag can be in another neighbourhood, another city or another country. What matters is a compatible phone passing near it.
Accuracy
The accuracy is not the tag’s, it is that of the phone that detected it. It generally falls between a few metres and a few dozen metres, the typical accuracy of a phone in an urban setting. That is usually enough to identify the building, the shop or the block. For the last few metres, use the sound alarm.
Update frequency
This is where expectations most often go wrong. The position on the map is always the last recorded position, not a continuous trail. In a mall, an airport or a busy avenue, updates are frequent and it feels like real time. On an empty road at three in the morning, the last position may be twenty minutes old. The tag is not failing in that scenario: nobody simply walked past.
Always look at the timestamp shown next to the point on the map. It answers the question that matters: the tag was there, but when?
9. Honest limits: what the Smart Tag does not do
We would rather you knew this before buying, not after:
- It is not an anti-theft vehicle tracker. A car tracker has its own GPS, a data SIM and power from the vehicle, plus a monitoring centre. The Smart Tag depends on strangers passing nearby and on a coin cell.
- It does not transmit when nobody is around. In the countryside, an empty industrial area or inside a metal container, the position can stay frozen for hours.
- It does not do precision finding with arrows. That feature depends on ultra wideband radio (UWB), which this tag does not have. The final approach is handled by the 70 dB alarm, which works very well indoors.
- It is not a theft recovery tool. We explain why in the next section.
- It is not for monitoring people. Beyond being abusive, the operating systems themselves warn the victim.
10. Unwanted tracking alerts and responsible use
Since 2024, Apple and Google have maintained a joint standard for detecting unwanted trackers, known as DULT. With it, a person receives an alert on their own phone saying that an unknown tracker is moving with them, regardless of which platform the device is registered to. On Android the warning appears as a tracker travelling with you; on iOS, as an item found moving with you.
Two practical consequences:
- You are protected. If someone slips a tag into your bag or your car, your phone will warn you after some time travelling together, even if the tag belongs to the other operating system.
- The tag does not work as a trap. Whoever takes your item will probably receive the same alert and will be able to find and disable the tag. Treat the Smart Tag as a cure for forgetfulness, not as an anti-theft plan.
Attaching a tracker to someone without their consent is a privacy violation and can be a criminal offence, with all the legal consequences that brings. The Smart Tag is a product for objects. To keep track of children or older relatives with their consent, the right path is a device built for that, with its own GPS and SIM.
11. The Smart Tag and your crypto hardware wallet
Anyone who keeps a crypto hardware wallet knows the scene: the device was stored somewhere so well thought out that not even the person who stored it can recall where. Attaching the Smart Tag to the pouch or case of a Trezor, a Ledger or a SecuX solves exactly that problem, and it also covers travel, when the wallet goes along in your luggage.
Since we are a security company, three observations belong here that you will not read in a tag advert:
- The tag does not expose what it is protecting. The signal is anonymous and rotating, and the item name exists only inside your app. Nobody can sweep a room looking for crypto wallets.
- The tag protects against forgetfulness, not theft. Because of the alert mechanism described above, whoever takes the case is likely to be notified. Do not count on the tag to recover a stolen device.
- The tag does not replace your backup. It is always worth repeating: what guarantees access to your crypto assets is the recovery seed, kept on paper or steel, away from the device. If the wallet disappears for good, it is the backup that restores 100% of the funds on a new device. The tag is a convenience, not a security layer.
12. Technical specifications
| Connectivity | Bluetooth Low Energy, plus Apple’s Find My network or Google Find Hub for long distances |
| iOS compatibility | iPhone and iPad on iOS or iPadOS 14.5 or later |
| Android compatibility | Android 9 or later with Google Play services |
| Sound alarm | Up to 70 dB |
| Battery | CR2032 coin cell, included and replaceable, up to 1 year of use |
| Water resistance | Splashes, light rain and daily use; Android version IPX6 certified |
| Dimensions | Approximately 5 cm |
| Subscription | None, no SIM and no data plan |
| Anatel approval | No. 102212413889 |
| Warranty | 90 days of statutory warranty against manufacturing defects, plus a 7 day right of withdrawal for online purchases, under Brazilian law |
13. Frequently asked questions
Does the Smart Tag have GPS?
No. It broadcasts a Bluetooth Low Energy signal and the position on the map comes from the phone that detected that signal. Precisely because it has no GPS, the battery lasts about a year and there is no subscription.
Do I have to pay a subscription or buy a SIM?
No. After the purchase there is no recurring cost of any kind. The only maintenance is replacing the CR2032 battery, which is very cheap, after up to a year of use.
What is the real range?
Over direct Bluetooth, from a few metres indoors to a few dozen metres in the open. Over the crowdsourced network there is no distance limit: what matters is a compatible phone passing near the tag, which happens often in urban areas.
Can I buy the Android version and use it with an iPhone?
No. The two versions use different networks and are not interchangeable. The iOS version works only on iPhone and iPad; the Android version works only on Android phones. That is why the purchase page asks for a confirmation before checkout.
Can other people see where my tag is?
No. The identifier broadcast by the tag rotates periodically and the position is end-to-end encrypted by the phone that detected it. Only devices linked to your account can decrypt the location. Neither the platform, nor the manufacturer, nor whoever helped locate it has access.
Is the Smart Tag useful for recovering a stolen item?
That is not what it exists for. Since 2024, iPhones and Android phones warn a person when an unknown tracker is travelling with them, which allows the tag to be found and disabled. Think of it as a solution for forgetfulness and misplacement, not as an anti-theft plan. And never go to the location shown to recover an item yourself: call the police.
Can I attach it to a crypto hardware wallet?
Yes, and it is one of the most requested uses. Attach the tag to the pouch or case of your Trezor, Ledger or SecuX. Remember the tag helps you find a misplaced item, but what guarantees access to your funds is always your recovery backup, stored separately from the device.
How many tags can I use with one phone?
Several items can be registered in the same app, each with its own name. In practice you can cover keys, backpack, suitcase and the wallet case, all visible on the same screen.
What happens when the battery runs out?
The tag stops broadcasting and the app shows the last known position. Replace the CR2032 battery, sold in stationery shops, supermarkets and watch repair shops, and the tag works normally again, with no need to pair it afresh in most cases.
Never lose what matters again
Smart Tag tracker in iOS and Android versions, with immediate shipping from São Paulo and Anatel approval. Store and support in Portuguese.
See the Smart Tag in the storeSources and further reading: Apple Newsroom, on the joint specification for unwanted tracking alerts (apple.com); Google Help, on how the Find Hub network protects your data and on location aggregation (support.google.com); Android.com, on how the Find Hub network works (android.com). Apple, iPhone, iPad and Find My are trademarks of Apple Inc. Google, Android and Find Hub are trademarks of Google LLC. The Smart Tag uses those networks but is not an Apple or Google product.



